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31.08.2009
6 mitos sobre eco-consumidores

Um estudo norte-americano sobre eco-consumidores veio derrubar vários estereótipos que tinham se estabelecido sobre eles: o ambiente não é a sua principal preocupação, não são os filhos que os influenciam na tomada de decisão e ainda que muitos saibam o que fazer para salvar o planeta, a maior parte não o faz.

A conclusão, segundo Suzanne Shelton, do Shelton Group que elaborou o estudo, é que o marketing direcionado a este grupo de consumidores quase sempre falha o objetivo. “A maioria da publicidade “verde”  é criada como se existisse um grupo de consumidores ecológicos que estivesse todo motivado pelo lema “Salvem o planeta!”. Acontece que nem todos os consumidores eco-conscientes são iguais, nem todos são motiváveis pelas mesmas mensagens e não estão todos inclinados a consumir apenas produtos verdes“.

Lançado no dia 21 de Agosto, o estudo Green Living Pulse ouviu 1,007 consumidores norte-americanos que ao menos ocasionalmente comprem produtos verdes (77% da população) e concluiu que não existe o consumidor verde típico.

O estudo revelou ainda 6 mitos sobre os consumidores desse tipo de produtos:

Mito 1: A principal preocupação dos eco-consumidores é o ambiente.
Quando instados a identificar a sua principal preocupação, a opção “economia” ganhou por larga margem (59%) sendo que “ambiente” recolheu apenas 8% das respostas.

Mito 2: A maior motivação para reduzir o consumo de energia é a salvação do planeta.
Perguntados sobre a razão mais importante para reduzir o consumo de energia, 73% escolheram “reduzir as contas/controlar custos” e só 26% optaram por “diminuir o impacto no meio-ambiente.”

Mito 3: Consumidores verdes estão plenamente informados sobre assuntos ambientais.
A pesquisa perguntou, por exemplo, “Do que você sabe sobre CO2 (dióxido de carbono), assinale quais as frases que considera corretas.” Quase metade (49%) escolheu a opção (errada!) “reduz a camada de ozono.”

Mito 4: Consumidores verdes encaixam em um perfil demográfico.
Ainda que tenha detetado algumas tendências demográficas, o estudo apurou que os consumidores verdes não são facilmente definidos por grupo etário, rendimento ou grupo étnico.

Mito 5: As crianças têm grande influência na decisão dos pais.
Apenas 20% dos pesquisados com filhos declarou que as crianças os incentivavam a tomar atitudes como reciclar ou desligar as luzes.

Mito 6:  Se os consumidores estivessem devidamente informados comprariam mais “verde”.
O estudo demonstrou que o conhecimento não conduz necessariamente a comportamentos eco-conscientes. Os indivíduos que responderam corretamente a todas as questões relacionadas com ciência declarou realizar um número consideravelmente mais alto de atividades eco-conscientes como dirigir carros mais econômicos ou regular o uso do termostato no inverno. No entanto, os integrantes do grupo etário de 25 a 34 anos, apesar de responder corretamente às questões, demonstrou uma adesão a essas atitudes inferior à dos indivíduos mais velhos.

Shelton afirma que como os consumidores estão sendo estereotipados e estes mitos são tidos como verdades por marqueteiros, a propaganda verde acaba sendo mal direcionada e não atinge os objetivos que se propõe.  “Um melhor direcionamento desse trabalho de marketing poderia conduzir a um maior consumo de eco-produtos ou a uma efetiva redução no gasto de energia“.

com informações de ecohome magazine e Shelton Group

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